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    9 coisas que só quem é de Tauá conhece

     

    Em meio ao diverso bioma e aos inúmeros cartões-postais que há em Tauá, cedi a maior beleza desse meu lugar: a sua gente.

    1 – O serrote do Quinamuiú
    Em Tauá, conheci o Franzé Mota: músico, intérprete, agente comunitário de saúde e que tem como hobby escalar e fotografar o serrote do Quinamuiú. Certa vez subimos juntos (na companhia da prima Pérola Custof) para assistir ao nascer do dia lá de cima. E foi mágico. Foi incrível! Sentir um vento gelado no rosto e na alma fez bem demais a quem tem o juízo tostado diariamente pelo solzão desse sertão! Eu já havia subido o serrote na adolescência e sabia que seria interessante, mas com Franzé foi muito diferente. Primeiro, porque ele é uma espécie de Guia-Guardião que não só conhece o Quinamuiú como a palma de sua mão; segundo, porque ele nos inspira a ter mais cuidado com ele.

     
    O cenário é o sertão nordestino atravessado pela presença mítica dos cangaceiros. A história é a de Corisco e Dadá. Ele, nascido Cristino Gomes da Silva Cleto, um dos cabras mais valentes do temido bando de Lampião. Ela, nascida Sérgia Ribeiro da Silva, menina violentada e arrastada para essa vida itinerante no abrasivo terreno poeirento como forma de pagar as dívidas do pai. Uma história de amor que começa com fúria e ódio. Personagens da vida real que em 1996 chegaram às telonas pelas mãos do cineasta cearense Rosemberg Cariry. Vale lembrar que os anos 1990 foram marcados pela chamada Retomada do cinema brasileiro. Depois de alguns anos de vacas desnutridas por conta da extinção de diversos instrumentos estatais de fomento/regulação/organização da atividade no Brasil, aos poucos nossos artistas voltavam a ter telas para se expressar. Época de filmes importantes que já tiveram especiais de 25 anos aqui no Papo de Cinema, tais como O QuatrilhoTerra EstrangeiraO Menino Maluquinho: O Filme e Carlota Joaquina: Princesa do Brazil. Mas, é importante que pensemos aquele momento também fora do dominante eixo Rio-SP. E Corisco e Dadá (1996) foi um dos exemplares mais importantes para que essa Retomada não permanecer restrita às duas capitais sudestinas. “Curiosamente, Lírio Ferreira e Paulo Caldas lançaram Baile Perfumado (1996) no mesmo ano. E as duas produções dialogam em vários sentidos e aspectos, dos personagens iguais à mesma época em que ambos se passam. Apesar de diferenças de perspectiva, esses longas celebram o futuro ao olhar para trás”, conforme consta na nossa crítica sobre esse filme que abriu caminhos e possibilidades.
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