Reconhecimento internacional do patrimônio da região da Chapada do Araripe avança

    A Chapada do Araripe é uma bacia cultural composta por uma herança de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico, associando em pleno os protocolos de valoração excepcional de patrimônio material e imaterial, cultural e ambiental | Foto: Maristela Crispim

    Crato – CE. Representando o governador Camilo Santana, o secretário da Cultura do Ceará, Fabiano Piúba, esteve, na semana passada, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília (DF); juntamente com o reitor da Universidade Regional do Cariri (Urca), Francisco Lima Junior; e o diretor do Serviço Social do Comércio (Sesc) / Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) Ceará, Rodrigo Leite, para a entrega de documentos para solicitar a inscrição da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade ao presidente interino do Iphan, Robson de Almeida, e ao diretor do Departamento de Cooperação e Fomento (Decof)/Iphan, Marcelo Brito.

    Ficou acordada uma agenda de trabalho e visita técnica à região pelo diretor do Deco)/Iphan, Marcelo Brito, programada de 17 a 20 de março. A candidatura da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade é um projeto interinstitucional, realizado pelo Governo do Estado do Ceará por meio Secretaria da Cultura do Estado (Secult), junto à Urca, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Ceará (Fecomércio), Sesc Ceará, Fundação Casa Grande e GeoPark Araripe, entre outros.

    A decisão de candidatar a Chapada do Araripe a Patrimônio Mundial ganhou legitimidade no “I Seminário Internacional Chapada do Araripe – Patrimônio da Humanidade” realizado em Juazeiro do Norte, Crato e Nova Olinda, Região do Cariri – Estado do Ceará, entre os dias 6 a 9 de Agosto de 2019, do qual participaram gestores públicos, artistas, mestres, acadêmicos, pesquisadores, representantes de instituições do Governo Federal, do Estado do Ceará, de associações, entidades locais e municipais, de setores da comunidade civil, cidadãos empenhados, singulares ou organizados dos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, que em conjunto manifestaram o empenho em construir esta candidatura.

    A ação foi coordenada pela Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri em parceria com o Sistema Fecomércio Ceará e a Secult, com participação de instituições técnicas científicas e universidades internacionais como: Centro de Estudos de Arte, Arqueologia e Ciências do Patrimônio (CEAACP) da Universidade de Coimbra (Portugal); Fundação Coa Parque Portugal; Associação dos Gestores Culturais do Algarve (Portugal); e Universidade Hassan II Mohammedia Casablanca (Marrocos).

    Também participaram instituições técnicas científicas e universidades nacionais como: Urca; GeoPark Araripe Mundial da Unesco (CE); Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA); Universidade Leão Sampaio (Unileão); Universidade Estadual do Ceará (Uece); Universidade Federal do Piauí (UFPI); Instituto Brasileiro de Museus (Ibram); Iphan; e o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos) Brasil.

    Contou ainda com a presença de Organizações Não-Governamentais (ONGs) como a Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri; Instituto Cultural do Cariri; Instituto de Arqueologia do Cariri; ONG Beatos; Cia. Carroça de Mamulengos; Associação das Artesãs de Várzea Queimada (Piauí); Associação Cultural Pedra do Reino de São José do Belmonte (PE); e Rede Paulista de Museus.

    A Chapada do Araripe é uma bacia cultural composta por uma herança de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico, associando em pleno os protocolos de valoração excepcional de patrimônio material e imaterial, cultural e ambiental.

    A fauna e flora emprestam à região características singulares e a vegetação, identificada pela sua diversidade onde sobressaem os traços da Mata Atlântica, Cerrado, Carrasco e da Caatinga, convivem com condições climáticas específicas.

    Esta paisagem é pautada por um conjunto diverso e coeso de expressões culturais que atestam os modos de criar, fazer e viver que ao longo do tempo se solidificaram e que hoje são mantidos pela comunidade, representada pelos mestres e mestras, grupos e coletividades da cultura tradicional e popular.

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